quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Passam as Águas








Sob a ponte passam as águas.
Sobre ela, passam as mágoas.
Sob e sobre, tudo passa,
Passam as águas, passam as mágoas.

Passam as dores e os horrores,
Passa o que nunca mais passava.
Passam amores e rancores,
Passam os barcos e as algas.

Passa o medo de sonhar,
E a noite também passa.
Passa o medo de acordar,
Quando a tristeza  também passa.

Sobre a ponte, sob a ponte,
Passam as almas que se foram
Na mais longa das viagens;
E a saudade, um dia, passa.

Passa o passado em tons  sépia,
Busca um futuro que não passa...
Segura na mão o presente,
Pois que ele também passa.

Sob a ponte, sob os olhos,
Sob os dedos, só não passa
A essência do que fomos
Fica, da vida, a graça.





domingo, 21 de fevereiro de 2016

ASSINATURA









Tenho, de cada gesto e palavra,
A escritura,
E dou gargalhadas
Daquilo que normalmente constrange.

Diante de tudo, um único rosto:
Seja alegria, dor, ironia, desgosto.
Estar inteira, e por completo
No meu céu ou inferno predileto.

Não , não há qualquer necessidade,
De desvelar o que está claro,
De encobrir o que é gritante
Se até meu ódio é diletante.

Piso com patas de elefante,
E espio com olhos de lince
Tudo aquilo que me cerca,
Tudo aquilo que me atinge.

Fascinam-me deveras
Enigmas e esfinges,
Olhares de fera
Palavras de estilingue.

E sob tudo o que permeio,
Do começo ao fim, e no meio,
Da lucidez à loucura,
Deixo, inconteste, hoje, e sempre,
A minha velha assinatura.



Ana Bailune


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Eu Sou Uma Linha









Eu sou uma linha embaralhada em outras,
Na página inicial de um site qualquer
Onde pululam palavras doces e rôtas.

Uma linha que transpassa muitos corações,
Costura, quem sabe, os rasgos nos lábios,
E arremata muitas outras linhas soltas.

Eu sou um monte de linha embaralhada,
Pedaço de história na beira da estrada,
Quem passa, mal vê, mal sabe, mal olha.

Eu sou uma linha, que de remendada,
É cheia de nós - e está amarrada
Aos passos que passam; agarro-me às solas.

E cada leitura, nem bem me consola,
-Olhar distraído, palavra de esmola,
Que alguém logo esquece, assim que vai embora.




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

DIREITOS SOBRE O CORPO








Eu acredito ser um espírito que, de alguma maneira, está no comando de um corpo – como um motorista está no comando de um carro. Eu não sou meu corpo, mas nós interagimos e precisamos um do outro para que a vida orgânica seja mantida e a vida anímica possa ser expressada neste plano. Não posso provar nada disso em que eu acredito, e até hoje, não encontrei ninguém que pudesse prova-lo para mim, mas é nisto que eu acredito porque é o que faz sentido para mim. Eu acho que quando eu morrer, minha alma vai deixar este corpo e ir para algum outro lugar – conscientemente ou não. E o meu corpo será destruído. Apodrecerá. Ou seja: deixará de ter importância.

Mesmo assim, o que eu faço ao meu corpo enquanto viva neste plano, tem um efeito sobre a minha alma, pois eles estão interligados. Eu posso optar por cobri-lo de tatuagens. Posso castigá-lo com chicotes até sangrar, achando que assim estarei me redimindo de meus pecados. Posso sair por aí e dormir com qualquer pessoa que eu encontrar, levar uma vida promíscua e descuidada. Posso beber até cair, me encher de drogas alucinógenas, pintar os cabelos de rosa ou de azul, ou raspar a cabeça, colocar piercings no nariz, nas orelhas, no umbigo e em outros lugares menos aparentes. Posso comer sem controle e engordar, ou então enfiar o dedo na garganta após comer, e vomitar até a exaustão. Posso optar por submetê-lo a um sádico e fingir que a dor me causa prazer sexual – afinal, está na moda.

Não sou religiosa, não sigo nenhuma religião e meu conceito sobre Deus é tão diferente do que as pessoas religiosas pensam, que prefiro nem discuti-lo. Mas eu acho que o corpo é sagrado. É através dele que eu expresso a minha alma. O corpo é a casa da minha alma. Portanto, apesar de eu ser livre para fazer com ele o que eu bem entender sem qualquer limite, há coisas que eu não devo fazer. Não é uma boa ideia cuidar mal do corpo, pois quem está vivo, quer que ele dure e seja produtivo durante um período longo.

Tenho cinquenta anos de idade, e não tive filhos por opção. Poderia ter tido, se quisesse, mas eu não quis. Nunca me senti inclinada a ser mãe. Prefiro ter cães. Nada tenho contra crianças ou contra quem optou por tê-las, mas eu preferi não tê-las. Por isso, eu tomei pílulas a vida toda: porque eu queria evitar uma gravidez indesejada. Mesmo assim, aos 38 anos de idade, o inesperado aconteceu: eu me vi grávida. Apesar do susto que eu levei, abortar nem me passou pela cabeça, porque havia um outro corpo dentro do meu corpo, uma outra vida que não me pertencia, não era eu e nem era minha, não vinha de mim. Era um outro espírito que queria manifestar-se e nascer para este mundo. A gravidez não foi adiante; apenas algumas semanas depois, sofri um aborto espontâneo. Não sou de chorar ou me lamentar pelo que não é para ser: aceitei e segui em frente. Aconteceu o que era para ter acontecido, e pronto, e não sei explicar porque. Mas aquela criança poderia ter nascido através de mim.

As mulheres hoje em dia falam em liberdade sexual e direitos sobre o próprio corpo. Concordo com elas: todo mundo tem direito a fazer o que bem entender com o próprio corpo, embora esta liberdade deva ser usada com responsabilidade. Mas quando se trata do direito de engravidar e abortar, essa tal liberdade deixa de pertencer apenas a quem traz um embrião no ventre: é uma outra vida, e assim como a mulher acha que tem direitos sobre o próprio corpo, esta outra vida também deveria ter. Se toda liberdade fosse digna, então não poderíamos censurar um estuprador por estar fazendo apenas o que ele deseja através do seu próprio corpo, ou seja, conseguir um pouco de prazer sexual. Mas esperem: já posso ouvir as mulheres liberadas gritando:

-Mas isso é um absurdo! O estuprador é alguém que força outra  pessoa a fazer sexo com ele contra a própria vontade! Ele está invadindo um espaço que não é dele, e fazendo uso de um direito que não lhe pertence! Ninguém deve dispor da vida de outra pessoa desta maneira!

Concordo. E justamente por concordar, sou contra o aborto. Vejo o aborto como um caso de estupro, onde uma vida sobrepuja outra e faz dela o que bem quiser sem que esta tenha o direito ou o poder de defender-se. Mas acho que estou ouvindo novamente o grito das mulheres liberadas:

-Mas se o aborto não for legalizado, milhares de mulheres continuarão a morrer nas mãos de médicos carniceiros!

Eu respondo: Mãos a que elas se submetem de livre e espontânea vontade, já que estão exercendo o seu direito de fazer do próprio corpo o que bem entendem! Mas se a polêmica sobre o aborto é apenas esta – livrar as mulheres liberadas que querem fazer do próprio corpo aquilo que bem entendem sem que elas corram risco de vida – não seria bem menos arriscado e bem mais aconselhável e sensato tomar a pílula anticoncepcional e/ou usar camisinha? E de onde vem a responsabilidade de uma mulher que sofre uma gravidez indesejada nesses tempos de AIDS? Por que ela não se protegeu? Por que ela não fez sexo seguro? 

Porque ela é uma irresponsável, que clama por uma liberdade para a qual não está preparada. Ela grita por direitos que ela própria não compreende e não sabe utilizar. Ela se arrisca a ter uma gravidez indesejada e até à morte ao fazer sexo sem proteção, podendo inclusive ser responsável por espalhar uma doença mortal entre seus parceiros, mas não quer se arriscar a fazer um aborto em uma clínica clandestina; quer ter o direito de fazer abortos em hospital público – como se estes estivessem em excelentes condições de recebe-las, ao invés de receber quem realmente precisa deles: centenas de milhares de pessoas com problemas de saúde REAIS.

A estas mulheres liberadas, eu tenho o seguinte a dizer: cresçam e amadureçam. E usem camisinha. 






TE OLHO

Te Olho







Te olho, assim, só de soslaio,
De um microscópio - vejo o ranço,
O triste habitat de um micróbio,
Os pelos verdes de um pão mofoso,
Vejo uma ameba, a nadar na profusão
Nas águas de um mar gelatinoso.

Te olho por curiosidade,
(O bizarro sempre me distrai)
Como quem vai a um show de horrores,
De humor indiferente e jocoso,
Num circo decadente , em tarde de domingo,
Só para fugir de um dia chuvoso.

Te olho, pois bateste à minha porta,
Ornada em paetês, cetins e plumas,
Macramés, brilhos, rapapés,
Desarrumadamente torta,
Na face, um par de olhos mortos
E os dedos nodosos, apontando
As unhas sujas para o meu rosto.

Te olho, pois és um bom exemplo
De tudo o que penso ser medíocre,
E tua insignificância me fascina.
Não sei se o nosso desafeto
É destino, carma, doença ou sina,
Mas te vejo como uma latrina
Na qual despejo meus dejetos.




"Não me peça que eu lhe faça
Uma canção como se deve
Correta, branca, suave
Muito limpa, muito leve
Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém." - Belchior






segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ESPAÇO




Abrir os braços ao vento,
Tentar reter o espaço
Entre as fibras dos cabelos...

A pausa ficou no meio
Da viagem, do abraço,
Da tessitura dos medos.

E tudo era tão imenso,
Os voos, o azul profundo
Misturados no horizonte!

Muitas águas, muitas fontes,
Mas a porção permitida
Nas mãos em concha, contida.



Poema inspirado na figura abaixo - imagem retirada do Google






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

OS SERES DE LUZ







Há muito tempo escutei falar dos seres de luz pela primeira vez. Eram pessoas místicas, aparentemente divididos entre este mundo e o outro, engajados nos movimentos da Nova Era e servindo de canalizadores para mensageiros espirituais que aconselhavam e iluminavam o mundo e suas trevas. Eram inofensivos. Reuniam-se em grupos e dançavam aos seus deuses e deusas, mantendo no rosto o ar piedoso e compreensivo de quem vive a dizer, “Eu sei de coisas que você não sabe,” e está disposto a esclarecer e elevar os demais.

Aos poucos, os seres de luz foram passando por algumas transformações, e seus dons espirituais cheios de bondade e abnegação passaram a fundar seitas que sequestravam e escravizavam adolescentes. Todo mundo já ouviu histórias sobre suicídio coletivo, casos de estupro e outros absurdos que aconteciam nestas comunidades. Devido a tais fatos, os seres de luz perderam força em meados dos anos 80. 

Até o advento da internet, que os trouxe de volta, espalhados em blogs e sites, pretendendo iluminar, educar, encantar, e esclarecer aqueles internautas que ainda vivem no mundo da escuridão e da falta de amor. Já fui abordada (primeiro, gentilmente; depois, como não lhes desse ouvidos, de forma incisiva e deseducada) por alguns desses seres de luz. E o que eu tenho a dizer a respeito deles, é que sua luz brilha tanto, e é tão forte, que cega a todos em volta – a começar por eles mesmos. Eles me falaram da minha falta de caráter e da minha resistência em abrir meu coração para deixar a luz entrar. Eles me xingaram, me rebaixaram, escreveram coisas a meu respeito e depois me mandaram e-mails que, segundo eles, tentavam trazer à minha alma ‘um pouco de iluminação.’  E como eu me recusasse a ceder aos seus encantos luminosos, despediram-se com impropérios, pragas que deixariam as do Egito em posição desvantajosa e desejos de que eu e meus entes queridos morrêssemos. 

Bem, eu não morri. Pelo menos, ainda não. Sinal de que eles podem até ser iluminados, mas não tem tanta força assim. Mas já vi alguns deles se regozijando por aí às custas do sofrimento e da morte alheias, como se Deus existisse apenas para eles e agisse apenas a fim de castigar seus desafetos. E mesmo assim, eles se reafirmam como seres iluminados, dotados de dons especiais de amor e bondade, sabedores e propagadores da verdade. Chegam a colecionar as homenagens que lhes são feitas, numa tentativa de reafirmar sua superioridade sobre os seres escurecidos.

Hoje, toda vez que ouço alguém comentando: “Fulano é um ser de luz,” ou “Sicrano é iluminado,” eu sinto arrepios percorrendo a minha espinha e ânsias de vômito. Também sinto uma vontade muito grande de correr para bem longe desses seres de luz, e mergulho bem fundo no meu pequeno poço de escuridão, onde espero, eles não me encontrem.




AMARGA








Era a cena de um filme na TV – A Praia do Futuro, com o nosso Wagner Moura. Na cena em questão, um rapaz bem jovem – que no filme interpreta o irmão mais novo do personagem de Wagner Moura – pega uma motocicleta sem autorização do proprietário e sai pelas ruas da Alemanha. Vai parar em uma boate, onde , na cena seguinte, ele está dançando com uma estranha a quem ele beija na boca, enquanto bebe e fuma (e o local sugere o consumo de outras coisitas mais...). A cena me deixou triste, com um sentimento de vazio. Comentei: “Que coisa vazia!”


Pensei nas centenas de pessoas que se “divertem” daquela forma hoje em dia: dançando, em transe, ao som de música extremamente alta e repetitiva, as batidas compassadas funcionando como as batidas de um martelo sobre uma bigorna, os organismos regados a energéticos com bebidas alcoólicas e drogas. A música é o que menos importa. Ninguém está ali para ouvir música, mas para exorcizar seus demônios (ou para invocá-los). Impossível conversar e conhecer alguém em um ambiente assim. Me lembrei que quando eu tinha aquela idade, a gente dançava diferente. Pulávamos, fazíamos passos sincronizados, nos divertíamos... e se bebêssemos, seria apenas uns golinhos para ficarmos mais ‘alegres.’
Sem perder o senso. As músicas que escutávamos tinham letras.


A cena continua, e os dois terminam encostados a um muro em uma parte deserta da cidade, onde transam. Minha sensação de vazio aumentou. Na cena, chega o dono da motocicleta e leva o menino com ele, deixando a menina sozinha, de madrugada, em uma parte deserta da cidade, a fim de encontrar o caminho de casa sozinha.

Ao meu comentário (Que coisa vazia!), responderam: “Você está amarga! Eles só estão se divertindo.”


É. Eu estou amarga. Porque quando eu olho para fora, pela minha janela, as coisas que eu vejo me deixam assim. Não é falso moralismo, nunca fui moralista na minha vida, mas há coisas demais acontecendo e eu sinto que não estou conseguindo acompanhar a lógica de todas elas. Atrasada demais para os novos tempos? Eu às vezes me pergunto se essa coisa que eu sinto se chama evolução ou involução; afinal, não estou acompanhando o que a maioria chama de evolução, e por isso, sou considerada amarga. Não consigo aceitar algumas coisas que tentam me empurrar garganta abaixo.


Que cada um seja feliz à sua maneira, mas eu me pergunto se essa gente é feliz mesmo. Afinal, o que é felicidade? É essa coisa psicodélica, drogada, superficial e barulhenta, essa mania de não pensar muito em nada, mas seguir o que a maioria está fazendo sem discernir se é bom ou verdadeiro? Ser feliz é não olhar jamais para dentro de si mesmo, a fim de não ver e nem escutar quando os corações sangram? Ser feliz é entrar na passeata para simplesmente conseguir boas fotografias para colocar na rede social? É encher a cara até vomitar? Porque se for, então eu não quero ser feliz; se for, eu então sou amarga, a mais amarga e retrógrada das pessoas.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

B B B






Muitos criticam não apenas o Big Brother Brasil e a TV Globo, mas também a todos que assistem o programa ou à emissora. Hoje em dia, assistir ao BBB é sinônimo de burrice – ainda assim, é incrível que os críticos mais ferrenhos saibam de tudo o que acontece no programa, inclusive os nomes dos participantes.

Acredito que todo ano, durante três meses, as orelhas de Pedro Bial fiquem vermelhas e ardidas, devido ao grande número de críticas e ofensas que ele recebe. Mas só se estabelece quem tem competência para lidar com esse tipo de coisa, e eu não tenho dúvida alguma quanto à competência e a inteligência deste renomado jornalista e apresentador.

Eu não tenho o menor problema em dizer que assisto ao BBB, e declaro que não me tornei ignorante ou inteligente por causa disso. Também não me envergonho, pois o que eu assisto ou deixo de assistir na TV, ou o que eu faço em minhas horas vagas só diz respeito a mim.

Acredito que um simples programa de TV, cujo formato é interessante, mas precisa adaptar-se aos gostos do povo para dar audiência (e o povo gosta de bandalheira), não tem tanta influência assim sobre o intelecto de ninguém. Pelo contrário; quem se deixa influenciar pelo que assiste na TV, lê na internet ou escuta no rádio, sem parar para pensar e analisar um pouquinho, não tem intelecto para ser corrompido.

Mas há muitas falhas no programa, e em sua décima sexta edição, os organizadores tentaram reparar uma delas, colocando pessoas de idades variadas, não apenas jovens e bonitas, mas também idosas, comuns ou feias, algumas delas com doutorado e curso de terceiro grau. Mas o que será que acontece quando as pessoas cruzam os portais do BBB? Logo após a primeira semana e o primeiro paredão, elas tornam-se embotadas; não falam de mais nada, a não ser de eliminação, voto, estratégia de jogo e fofocas sobre os outros participantes.

Dizem que cabeça vazia é oficina do diabo, e este programa está aí para provar este velho ditado. Acho que seria bem mais interessante se a direção criasse temas ou tópicos a serem desenvolvidos e debatidos pelos participantes; explico melhor a minha ideia: a cada dia, um dos participantes ou uma dupla receberia como tarefa organizar um debate sobre determinado tópico – que poderia ser sugerido pela direção do programa ou pelos expectadores. Assim, todos saberiam melhor o que vai na cabeça de cada um, e a capacidade de liderança de cada participante ficaria mais óbvia. O mediador – ou mediadores do dia teriam que bolar perguntas sobre, por exemplo, a educação no país, relacionamento, a escolha de uma profissão, sexo, drogas ou rock and roll, quem sabe; à noite e ao vivo, ele/eles liderariam uma espécie de programa de entrevista, convidando os outros participantes a darem suas opiniões sobre os assuntos propostos. Acho que assim ficaria bem mais interessante, e os telespectadores poderiam ter uma participação mais ativa ao sugerirem os tópicos, e não apenas votando nas eliminações. 

O programa não é de todo ruim. É interessante observar o comportamento das pessoas quando sob pressão, e descobrir que ninguém é tão bom ou tão ruim quanto parece.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

DIMENSÃO




E de repente,
Senti-me pequena,
Mais curta que a palavra
E menor que a pena.

As margens caíram sobre mim
Ao tentar salvar-me,
As terras dissolveram-se sob meus dedos,
-Viraram arames farpados
Todos os meus enredos!

Senti-me pequena,
E me afogava, enquanto olhava
Passando no céu,
As nuvens de açucena...




MINHA MISSÃO É ESTAR AQUI

Estava lendo  uma entrevista da psicóloga e personal coach americana Laura Ciel, no qual ela fala sobre aquele momento (momen...