sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre o Natal





do blog suapesquisa.com, trago algumas histórias sobre o Natal:


Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.




A Árvore de Natal e o Presépio

árvore de natal

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.




O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.




A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.




Chuva!...


Após tantos meses de seca, a chuva parece que veio para ficar alguns tempo. E a casa e o jardim agradecem! Já vejo sinais de recuperação no gramado, e as flores voltam a ter viço. Os passarinhos também resolveram aparecer, livres do calor abafado de antes. 

Só meus dois cães não parecem muito satisfeitos com a chuvarada, pois não os deixo correr pelo jardim debaixo de chuva; ainda são pequenos, e tenho medo que adoeçam. Haja brincadeiras para mantê-los calmos e ocupados!

Todo dia, quando abro a porta da área de serviço (local onde eles passam a noite) não sei o que vou encontrar... hoje de manhã, por exemplo, o saldo - além de muito xixi - foi:


Leona


-Um cabo de vassoura roído
-O fio do ferro de passar roído
-A capinha do botijão de gás rasgada
-Uma caixa de papelão picada

Fora os outros dias...
Mas quem optou por ter dois cães bebês ao mesmo tempo, sabia muito bem onde estava se metendo...

Mas há o consolo de que um dia, eles vão crescer... e daqui a algum tempo, a chuva vai parar e eles poderão correr e brincar lá fora novamente, gastando toda a energia represada que eles tem... nas minhas pobres plantinhas... ai, ai...


Mootley



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

FICOU





Ficou tudo pelo chão,
 E é bom que tenha ficado.
Um vento lento a soprar
Desfez as tramas do passado
E levou, consigo, o legado
Para bem longe do mundo.

-Toda a inútil ilusão,
Arrogância, presunção,
Palavras de amor ou de ódio,
Escárnio, riso, e o punho
Que arremeteu os punhais
Cravados no coração.

Ficou sim, tudo no chão,
E a chuva que chegou
Lavou, levou e depois
Veio o sol, e desbotou
Os restos do que ficou.

Descoloriu sentimentos,
Apagou os pensamentos,
Preencheu de vazio os momentos
E nada, nada mais ficou

Além do que ficou no chão,
A fim de ser esquecido,
Daqui levado, varrido,
Como será carregado
Tudo aquilo que ainda está.

E agora, eu me pergunto:
Do que será que valeu
Tanto ódio, tanto pus,
Tanta mentira inventada,
Tantas lâminas cravadas
No caule frágil da flor?...

No fim, só fica o amor,
E mesmo este, algum dia
Segue a mesma estrada fria,
 Vai no rastro indefinível
De quem nunca mais voltou.

Ficou no chão o sentido,
Derramado feito água
No meio daquela estrada
Que ninguém mais percorreu...

Ficou toda a injúria vil,
De um coração desabrido
E desta, nem mesmo um til
Poderá ser removido.

Valeu?...




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Paul McCartney - Mull of Kintyre - letra e tradução





Paul McCartney dispensa qualquer tipo de apresentação. Membro dos Beatles, uma banda que modificou uma geração inteira, ainda é um dos melhores compositores / cantores do planeta.

Uma das canções que ele cantou com o grupo Wings, do qual participou sua falecida esposa, Linda McCartney:







Mull of Kintyre 


Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea,
Oh, a névoa rolando do mar 
My desire is always to be here 
Meu desejo é sempre estar aqui
Oh mull of kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Far have I traveled and much have I seen
Longe eu viajei e muito tenho visto 
Dark distant mountains with valleys of green. 
Distantes montanhas escuras com verdes vales
Past painted deserts the sunset's on fire 
Desertos pintados pelo passado, o por do sol em fogo
As he carries me home to the mull of kintyre. 
Enquanto ele me carrega para casa para o Mull of Kentyre

Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea, 
Oh, névoa rolando do mar
My desire is always to be here 
Meu desejo é estar sempre aqui
Oh Mull of Kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Sweep through the heather like deer in the glen 
Voar pelos arbustos como veados no vale
Carry me back to the days I knew then. 
Leve-me de volta aos dias que conheci
Nights when we sang like a heavenly choir 
Noites nas quais cantamos como um coral celestial
Of the life and the time of the Mull of Kintyre. 
Da vida e dos tempos do Mull of Kintyre

Mull of Kintyre 
Mull of Kintyre
Oh mist rolling in from the sea, 
Oh, névoa rolando do mar
My desire is always to be here 
Meu desejo é estar sempre aqui
Oh Mull of Kintyre 
Oh, Mull of Kintyre

Smiles in the sunshine 
Sorrisos no brilho do sol
And tears in the rain 
E lágrimas na chuva
Still take me back to where my memories remain 
Ainda levam-me de volta ao lugar que conheci então
Flickering embers growing higher and higher 
brasas brilhantes subindo e subindo
As they carry me back to the mull of kintyre 
Enquanto carregam-me de volta ao Mull of Kintyre








ACORDAR



Ouço os acordes do meu acordar. São tantos pássaros cantando na mata em frente à casa!... Deixo-me despertar aos pouquinhos, envolvida pelas suas melodias na manhã de segunda-feira. Eu penso: "Como somos capazes de nos sentirmos tristes diante de tanta beleza e de tanta abundância? 

Minha amiga Sandra enviou-me um vídeo baseado em um texto de Osho, no qual ele diz que bastaria uma simples rosa e a vida já seria encantada, mas há uma infinidade de flores, com todos os formatos, cores e perfumes... e há pássaros, animais, plantas, estrelas, planetas, galáxias, tudo em um número incalculável! Como sentir-se vazio?

Sábado à noite, fui a um encontro Espírita no centro Fraternidade Francisco de Assis, aqui em Petrópolis. Assim que cheguei, alguém me acolheu e me disse: "Jesus te ama! Você é amada!" Como foi importante ouvir aquilo... Pensei na sincronicidade da vida e dos acontecimentos, e no quanto a vida tenta nos enviar suas mensagens, e ela tenta muito... pena que nem sempre a escutamos. Durante todo o evento, pareceu-me que alguém tinha escolhido as palavras exatas que eu vinha precisando escutar. E eu escutei.

Apesar de não seguir nenhuma religião regularmente, simpatizo-me muito com alguns dos preceitos do Espiritismo, da Wicca e do Budismo. No meu cadinho, misturo o que me faz bem. Disse uma vez que a minha religião é a natureza, e é a mais pura verdade. Para mim, escutar os passarinhos, o barulho de um rio correndo, o beijo do vento nas folhas, meus cães brincando no jardim, a chuva caindo, enfim, escutar os sons da natureza, é escutar Deus.

Acordo, nesta manhã de segunda-feira, sentindo-me agradecida e renovada. Agradeço a Deus por tudo: pelo meu marido, pela minha casa, pelas pessoas que passaram e passam na minha vida, pelo meu trabalho, pelos meus escritos - que são a minha forma de contribuição à vida. Para mim, eles são a minha obra, aquilo que deixarei quando eu for embora, e se apenas uma das coisas que escrevi fizerem a diferença na vida de uma pessoa, terei cumprido a minha missão.


SUBSTÂNCIAS




Quem morre, fica à distância
De um pensamento.
Quem vive, fica à distância.

O pensamento separa
O que é mais denso.
É densa, a dor de quem vive.

A quem morre,
Tudo se perdoa,
Tudo é esquecido...

Reconstroem-se 
Silêncios e sorrisos,
E até mesmo, as ausências.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vamos a la Playa

Geribá - Búzios - RJ
Barreira do Inferno - Natal RN
Praia do Forte - Cabo Frio RJ
Búzios - RJ
Praia do Forte - Cabo Frio RJ
Canoa Quebrada - Ceará
Praia de Iracema - Fortaleza
Praia do Futuro - Fortaleza








Você se Lembra?...

Você se Lembra?...






Você se lembra do que estava fazendo nas ocasiões abaixo? Algumas são muito tristes e outras, muito felizes, mas todas foram importantes. Você consegue se lembrar do que estava acontecendo e o que aconteceu em sua vida depois, naquele dia em que...
-As Torres gêmeas foram atacadas?
-John Lennon foi assassinado?
-O Brasil venceu a Copa do Mundo - todas elas?
-A Princesa Diana morreu?
-No seu primeiro e no seu último dia de aula - na escola ou na faculdade?
-Você se casou?
-Você descobriu que estava esperando um filho?
-Você foi pai ou mãe pela primeira, segunda, terceira ou décima vez?
-Você lançou seu primeiro livro?
-Algo muito importante - alegre ou triste - aconteceu pra você?
Tenho certeza de que todo mundo se lembra do que estava sentindo nestes dias, do que estava fazendo, quem estava ao seu lado, o que disseram. Porque a gente tende a se lembrar sempre dos dias importantes das nossas vidas e do que as pessoas disseram ou fizeram nesses dias. 
Portanto, quando você sentir que alguém está muito feliz, faça de tudo para tornar-se uma lembrança agradável na vida daquela pessoa. Respeite e incentive a felicidade alheia, pois nos lembramos sempre dos dias mais importantes das nossas vidas. E se você notar que alguém está muito triste, estenda a sua mão mesmo diante da possibilidade da ingratidão ou do esquecimento, pois mais tarde, se um dia esta pessoa lembrar-se de você, pelo menos ela se lembrará daquele momento em que você estendeu-lhe a mão.
Nunca nos esquecemos de quem riu e de quem chorou conosco. Pelo menos, não deveríamos.
E nunca nos esquecemos de quem nos fez chorar em um momento que deveria ser de alegria, e de quem nos fez sorrir em um momento que deveria ser de tristeza.





terça-feira, 18 de novembro de 2014

PREGUIÇA

Mootley, o pretinho, ao lado de Leona


Eu juro que eu ia arrumar tudo hoje. Acordei pensando no aspirador de pó, e na poeirinha sobre a prateleira da sala. Pensei que a roupa que coloquei ontem à tarde no varal estaria no ponto para ser passada. O quintal poderia ser varrido também.

Mas me deu preguiça.

Sentei-me lá fora no jardim com um livro, e o meu cãozinho Mootley veio pedir colo. Nós até o apelidamos de "Good night", pois ele sempre quer dormir: basta um colinho, e ele ajeita a cabecinha no nosso ombro - ou na nossa barriga, ou no nosso antebraço - e dorme o sono dos justos e inocentes... por isso, eu não arrumei a casa como deveria ter feito.

Por isso, a roupa ainda não foi passada, e nem será passada hoje. Quem sabe, amanhã...

A casa também é feita dos hiatos da preguiça. Eles nos livram da perfeição. Através deles, nós podemos ser seres humanos normais, que às vezes não tem vontade de fazer nada. Casas não deveriam ser extremamente limpas e organizadas, ou ficam parecidas com aquelas casas de revistas, arrumadas para serem fotografadas ou impressionar os outros. Organização excessiva é quase tão patológica quanto desorganização excessiva, eu penso.

Mas quando estou patologicamente organizada, deixo-me ser assim. Fica tudo um brinco, e aquela pisada com a sola do sapato molhado no chão da sala me irrita. Corro para pegar um pano para secar. Um copo deixado sobre a mesa de centro pode virar motivo para uma pequena discussão caseira, e farelos sobre a toalha da mesa podem acabar em suspiros irritados. 

Mas hoje não; hoje é meu dia de sentir preguiça, e por este motivo, a casa vai ficar como está. Hoje, eu só fiz a cama. E fui cama para o Mootley.


Elton John

Elton John to write book about the AIDS crisis



Reginald Kenneth Dwight cresceu em Pinner em uma council house que pertencia aos seus avós maternos. Filho de Sheila Eileen (Harris) e Stanley Dwight, foi educado na Pinner Wood Junior School, Reddiford School e mais tarde na Pinner County Grammar School, onde mais tarde iria adquirir uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music.

Quando Elton John começou a se interessar pela carreira musical, seu pai, antigo tenente da RAF, tentou o convencer a seguir uma carreira mais convencional. Os pais de Elton eram ambos músicos. Seu pai tocava trompete em uma banda amadora chamada Bob Millar Band, que animava festas formais.

A família de Elton John era uma exímia colecionadora de álbuns, o que o fez-se interessar pelo estilo de Elvis Presley e Bill Haley & His Comets durante a década de 1950.

Interesse pela música:
Elton John começou a tocar piano com 3 anos de idade e dentro de 1 ano foi selecionado para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Elton John logo contava com uma rotina agitada de tocar em festas e reuniões de família e começou seus estudos de música aos 7 anos. Elton se tornou um aluno de destaque nas escolas onde estudou música, sendo comparado com Jerry Lee Lewis por seus colegas de classe. Aos 11 anos, Elton John conseguiu uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music, até hoje uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido.

A mãe de Elton John, Sheila, embora fosse mais rigorosa com ele, era também mais carinhosa e dedicada do que o pai, Stanley. Stanley Dwight é descrito por Elton como um pai desnaturado e grosseiro, que já o agrediu verbalmente várias vezes. Quando Elton tinha 15 anos de idade seus pais se divorciaram e sua mãe foi viver com um pintor local chamado Fred Farebrother. Fred se tornou um padrasto carinhoso para Elton John e assumiu o lugar de figura paterna que seu pai biológico nunca assumiu.

Ao longo de quase cinco décadas, desde 1969, Elton fez mais de 3.500 concertos ao redor do mundo.

Fonte: Wikipedia






Uma canção:  THE ONE -  - A única


I saw you dancin' out the ocean
Vi você dançando no oceano
Running fast along the sand
Correndo rápido pela areia
A spirit born of earth and water
Um espírito nascido da Terra e da água
Fire flying from your hands
Fogo voando de suas mãos

In the instant that you love someone
No instante em que você ama alguém
In the second that the hammer hits
No segundo em que o martelo bate
Reality runs up your spine
A realidade corre pela sua espinha
And the pieces finally fit
E os pedaços finalmente se encaixam

And all I ever needed was the one
E tudo o que sempre precisei foi da única
Like freedom fields where wild horses run
Como campos de liberdade por onde correm cavalos selvagens
When stars collide like you and I
Quando estrelas colidem como você e eu
No shadows block the sun
Nenhuma sombra bloqueia o sol
You're all I've ever needed
Você é tudo o que sempre precisei
Babe, you're the one
Meu bem, você é a única

There are caravans we follow
Há caravanas que seguimos
Drunken nights in dark hotels
Noites bêbadas em hotéis escuros
When chances breathe between the silence
Quando o acaso respira entre o silêncio
Where sex and love no longer gel
Onde o sexo e o amor não mais se fundem

For each man in his time is Cain
pois cada homem, a seu tempo, é Caim
Until he walks along the beach
Até que ele ande por uma praia
And sees his future in the water
E veja seu futuro na água
A long lost heart within his reach
um coração, há tempos perdido, ao seu alcance

And all I ever needed was the one
E tudo o que sempre precisei foi da única
Like freedom fields where wild horses run
Como campos de liberdade por onde correm cavalos selvagens
When stars collide like you and I
Quando estrelas colidem como você e eu
No shadows block the sun
nenhuma sombra bloqueia o sol
You're all I've ever needed
Você é tudo o que sempre precisei
Ooh, babe, you're the one
Oh, meu bem, você é a única



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PASSAGEM SECRETA




Minhas passagens são secretas,
 - Ou seja, quase secretas...

Às vezes, passa algum anjo
(Ou um demônio perdido)
Mas não ficam muito tempo.

Os anjos me deixam flores
Suavemente perfumadas,
E os demônios, nada deixam...
-Quem sabe, deixem lições
Que não ficam nos perfumes?

O meu caminho é secreto,
Feito de folhas caídas,
Musgo já ressecado,
Sobras de águas da chuvas,
Parreiras quase sem uvas...

Alguns passam e se debruçam
Sobre o meu muro arruinado,
Deixam os seus pensamentos
Em forma de comentários...

Outros passam e nem olham,
(Ou fingem que não me veem,
Acho que estes são vários...)
Enquanto tecem suas redes
Na intenção de me prenderem.

Eu fico silenciosa;
O tempo, meu professor,
Já me ensinou quase tudo:
A desviar dos abismos,
E a calar, se preciso,
Armazenar para estudo.

O meu caminho é secreto,
Apenas uma passagem
Que marca, sem pretensões,
Uma linha sobre o mundo.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O DOM DO ESQUECIMENTO




O tempo às vezes traz
O dom do esquecimento,
Um vento benfazejo
Que apaga os maus momentos...

E ao cair dos panos,
No avançar dos anos,
Quem sabe, não lembrar
Não passe de um presente?

As águas das enchentes
Carregam muitas coisas
Que estão presas às margens
Pra bem longe da gente...

Entrar bem devagar
Na densa mata escura,
Sem dores ou memórias,
A mente e a pele nuas,

Deixar pelo caminho
Relógios e palavras,
Levar consigo apenas
A bênção da loucura...




Quem Não Queria Uma Casa Assim?





Hoje posto aqui o mesmo texto que postei em um de meus outros blogs, o Passagem. É um poema de Manoel de Barros. Uma homenagem.

E quem não queria uma casa assim, como a que ele descreve?



Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal -
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas 
como a roupa dos pescadores.

O que desejo é apenas uma casa. 
Em verdade, Não é necessário que seja azul, 
nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.

Sem nome, porém honrada, Senhor. 
Só não dispenso a árvore,
Porque é a mais bela coisa que 
nos destes e a menos amarga.
Quero de minha janela sentir 
os ventos pelos caminhos, e ver o sol 

Dourando os cabelos negros 
e os olhos de minha amada.

Também a minha amada não dispenso, meu Senhor.
Em verdade ele é a parte mais importante deste poema.
Em verdade vos digo, e bastante constrangido, 
Que sem ela a casa também eu não queria, 
e voltava pra pensão.

Ao menos, na pensão, eu tenho meus amigos 
E a dona é sempre uma senhora 
do interior que tem uma filha alegre.
Eu adoro menina alegre, 
e daí podeis muito bem deduzir 

Que para elas eu corro nas minhas horas de aflição.

Nas minhas solidões de amor e 
nas minhas solidões do pecado
Sempre fujo para elas, quando não fujo delas, de noite,
E vou procurar prostitutas. Oh, Senhor vós bem sabeis
Como amarga a vida de um 
homem o carinho das prostitutas!

Vós sabeis como tudo amarga 
naquelas vestes amassadas
Por tantas mãos truculentas ou tímidas ou cabeludas
Vós bem sabeis tudo isso, e portanto permiti
Que eu continue sonhando com a minha casinha azul.

Permiti que eu sonhe com 
a minha amada também, porque: 
- De que me vale ter casa sem ter 
mulher amada dentro? 
Permiti que eu sonhe com uma que ame 
andar sobre os montes descalça
E quando me vier beijar faça-o 
como se vê nos cinemas...

O ideal seria uma que amasse fazer comparações
de nuvens com vestidos, e peixes com avião; 
Que gostasse de passarinho pequeno, 
gostasse de escorregar no corrimão da escada 
E na sombra das tardes viesse pousar 
Como a brisa nas varandas abertas...

O ideal seria uma menina boba: 
que gostasse de ver folha cair de tarde...
Que só pensasse coisas leves que nem existem na terra,
E ficasse assustada quando ao cair da noite
Um homem lhe dissesse palavras misteriosas ...
O ideal seria uma criança sem dono, 
que aparecesse como nuvem,
Que não tivesse destino nem nome - 
senão que um sorriso triste 
E que nesse sorriso estivessem encerrados
Toda a timidez e todo o espanto 
das crianças que não têm rumo...


Manoel de Barros





Manoel de Barros






Senhor, ajudai-nos a construir a nossa casa
Com janelas de aurora e árvores no quintal -
Árvores que na primavera fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas 
como a roupa dos pescadores.

O que desejo é apenas uma casa. 
Em verdade, Não é necessário que seja azul, 
nem que tenha cortinas de rendas.
Em verdade, nem é necessário que tenha cortinas.
Quero apenas uma casa em uma rua sem nome.

Sem nome, porém honrada, Senhor. 
Só não dispenso a árvore,
Porque é a mais bela coisa que 
nos destes e a menos amarga.
Quero de minha janela sentir 
os ventos pelos caminhos, e ver o sol 

Dourando os cabelos negros 
e os olhos de minha amada.

Também a minha amada não dispenso, meu Senhor.
Em verdade ele é a parte mais importante deste poema.
Em verdade vos digo, e bastante constrangido, 
Que sem ela a casa também eu não queria, 
e voltava pra pensão.

Ao menos, na pensão, eu tenho meus amigos 
E a dona é sempre uma senhora 
do interior que tem uma filha alegre.
Eu adoro menina alegre, 
e daí podeis muito bem deduzir 

Que para elas eu corro nas minhas horas de aflição.

Nas minhas solidões de amor e 
nas minhas solidões do pecado
Sempre fujo para elas, quando não fujo delas, de noite,
E vou procurar prostitutas. Oh, Senhor vós bem sabeis
Como amarga a vida de um 
homem o carinho das prostitutas!

Vós sabeis como tudo amarga 
naquelas vestes amassadas
Por tantas mãos truculentas ou tímidas ou cabeludas
Vós bem sabeis tudo isso, e portanto permiti
Que eu continue sonhando com a minha casinha azul.

Permiti que eu sonhe com 
a minha amada também, porque: 
- De que me vale ter casa sem ter 
mulher amada dentro? 
Permiti que eu sonhe com uma que ame 
andar sobre os montes descalça
E quando me vier beijar faça-o 
como se vê nos cinemas...

O ideal seria uma que amasse fazer comparações
de nuvens com vestidos, e peixes com avião; 
Que gostasse de passarinho pequeno, 
gostasse de escorregar no corrimão da escada 
E na sombra das tardes viesse pousar 
Como a brisa nas varandas abertas...

O ideal seria uma menina boba: 
que gostasse de ver folha cair de tarde...
Que só pensasse coisas leves que nem existem na terra,
E ficasse assustada quando ao cair da noite
Um homem lhe dissesse palavras misteriosas ...
O ideal seria uma criança sem dono, 
que aparecesse como nuvem,
Que não tivesse destino nem nome - 
senão que um sorriso triste 
E que nesse sorriso estivessem encerrados
Toda a timidez e todo o espanto 
das crianças que não têm rumo...


Manoel de Barros




HORTÊNSIAS TEM VÁRIAS CORES














terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aqui em casa Tem...




Aqui em casa tem...

- Colcha de croché feita pela avó de alguém há muitos e muitos anos.

-Marcas de patinhas de cachorro no piso da cozinha e da área de serviço.

-Jogos de copos de cristal que foram presente de casamento e que só são usados em ocasiões especiais.

-Uma coleção de xícaras coloridas sobre o armário da cozinha.

-Uma coleção de vinis e outra de CDs, muita música de todos os estilos para todos os gostos.

-Muitos e muitos livros, lidos e relidos, cheios de coisas sublinhadas e comentários à lápis. Estes são os que eu jamais doarei.

-Fotos de papel, lembranças de viagens e acontecimentos felizes.

-Buracos e plantas arrancadas no jardim - afinal, quem tem cachorro sabe que terá que passar por isso...

-Sininhos de vento espalhados pela casa toda, do lado de dentro e do lado de fora, nas árvores, portais e varandas.

-Muitos sprays aromáticos diferentes.

-Muitas velas decorativas, daquelas que a gente não tem coragem de acender.

-Cortinas ralinhas e transparentes em todas as janelas.

-Uma rede na varanda.

-Uma geladeira cheia de ímãs de gente que viajou e lembrou-se de mim - especialmente, alunos e ex-alunos. Eles são de todas as partes do mundo, como por exemplo: Bélgica, França, Russia, Estados Unidos (vários estados), Inglaterra, Itália, Argentina, Chile, Grécia, Portugal, Espanha...



-Bibelôs cafonas que eu adoro.

-Vasos de orquídeas sobre o aparador da lareira e flores sobre o peitoril da janela e a mesa da varanda.

-Poeira em alguns cantinhos e nas prateleiras mais altas, daquela que nem sempre dá tempo de tirar.

-Edredon velhinho e macio sobre a cama.

-Uma bagunça organizada no armário de roupas e sapatos.

E aqui em casa sempre tem roupa para passar, não importa o quanto eu tente colocar tudo em dia... mas acho que são essas coisas que fazem com que uma casa seja um lar.



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PARTILHANDO PALAVRAS




Acredito que o que é bonito e verdadeiro, deve ser partilhado, para que alcance o maior número de pessoas possível. Vivemos em tempos nos quais coisas horríveis são sempre partilhadas - maledicências, fofocas, invencionices, guerras, corrupção. Mas olhem só que lindo isso - Rubem Alves comentando sobre a parábola do filho pródigo:

"Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. Não soma nem virtudes nem pecados. Assim é o amor. Não tem "porquês". Sem razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade do mal nem do  bem. Com um Deus assim o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a parábola:

"Um pai que não sabe somar." Ou: "Um pai que não tem memória."

Se pudéssemos compreender Deus e a vida desta forma, saberíamos que ela, à sua maneira, é sempre justa, pois não faz contabilidade. Não haveria sequer a necessidade de fazer-se afirmações como "Aqui se faz, aqui se paga", ou "Recebemos de volta aquilo que mandamos," pois  se fosse verdade, os justos não sofreriam. Daí alguém pode afirmar: "Ah, mas os sofrimentos dos justos vem de outras encarnações." E do que eles valem, se aquele que está sofrendo não se lembra deles? E o próprio Jesus, exemplo da verdade, da justiça e da bondade, não sofreu horrores pendurado a uma cruz construída com a ajuda  daqueles em quem Ele mais confiava? Qual a culpa que Ele trouxera de outras encarnações?

Gosto de ler Rubem Alves porque ele sempre desperta o que há de melhor em mim, e me faz compreender o que há de pior sem culpas ou medos. Ele me mostra que o que tenho de melhor, é exatamente aquilo que está sob as camadas e camadas de tintas com as quais me pintaram, e que é a minha cor original. Entendo que Deus é bem diferente dessa criatura de mil faces que aparecem de maneiras diferentes para cada religião. Diz Rubem Alves, em um trecho de sua crônica Sem Contabilidade:": 

"...Não farás para ti imagem", tendo sido proibido até com pena de morte, que o seu próprio nome fosse pronunciado. Mas os homens desobedeceram. Desandaram a pintar o Grande Mistério como quem pinta casa. E a cada nova demão de tinta, mais o mistério se parecia com as caras daqueles que  o pintavam. Até que o mistério desapareceu, sumiu, foi esquecido, enterrado sob as montanhas de palavras que os homens empilharam sobre o seu vazio. Cada um pintou Deus do seu jeito."

E ficamos por aí, sempre pintando imagens com tintas falsas, construindo esculturas com imagens falsas e concebendo o Inconcebível. Colocamos palavras na boca de Deus como se Ele mesmo as tivesse dito. E apontamos para o outro que sofre, orgulhosamente afirmando que "O que vai, volta", como se tivéssemos sido eleitos juízes de Deus. Vejo, em algumas pessoas, um brilho de mórbido prazer no olhar (disfarçado de piedade), quando contabilizam as quedas alheias.

Se algum dia eu tivesse uma religião, seria aquela que admitiria não ter todas as respostas e quase nenhuma certeza. Uma que não tivesse dogmas ou receitas infalíveis, e que diante do inexplicável, baixaria a cabeça e diria: "Não sei responder." Eu teria uma religião que não determinasse o que eu posso vestir, que tipo de música eu posso ouvir, ou que comida eu posso consumir; uma que não separasse as pessoas entre "bons" e "maus", "merecedores" e "não-merecedores", "santos" e "pecadores."

Acho que eu jamais terei uma religião.

Minha religião são pessoas que tem algo a dizer, como Rubem Alves. É uma tarde de chuva após um dia calorento, uma linda manhã toda dourada de sol, flores e insetos no jardim, a voz do vento quando traz o perfume da vida. A minha religião são os livros, as palavras, os poemas, as músicas, as cores, as pequenas felicidades, os pequenos prazeres, a comida na mesa todos os dias, a água que sai da torneira limpa e fresca sempre que eu preciso, o silêncio, o silêncio, o silêncio.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O Chá




-Eu penso em pássaros,
Em voos, em asas,
Em sonhos, em nuvens,
E casas no céu.

-Eu penso em esquilos,
Em amoras, mirtilos,
No açúcar das xícaras,
Nos doces croissants.

-Eu penso em sapos,
Em grilos, espinhos,
Desfaço os ninhos,
Esmago os doces,
Afio as foices...

-Eu penso em peixes,
Em mares e mágoas,
Nas águas salgadas
Afogo meus medos.

-Eu penso em dores,
Em lágrimas, cortes,
No sul sem norte,
Eu penso na morte...

Tomemos o chá
Da nossa união,
Confraternizemos
Nossas diferenças,
Afrouxemos o peso
Dessas prensas
Tão ajustadas,
Que esmigalham
Nossa existência.

Para que possamos
Conviver,
Co-existir
E não matar,
E não morrer.


MISTÉRIO

  Existe um jardim, e nele, uma flor Que todos procuram Embora alguns digam que ela não é. E muito se diz sobre a sua cor: Vermelha o...