sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Simbólico








Bem simbólico o teu ato,
De escolher o mais barato.

Mas aquilo que é de graça,
Só refastela as traças.

Jamais chega ao coração
Algo morto e ressecado,
Mesmo com boa intenção

E delas, são cheia as distâncias.





Dança Comigo?...







...E se por acaso a nossa música tocar,
Eu te chamarei para dançar.

Assim, nós giraremos pelo salão do tempo,
Pó de estrelas e memórias
Caindo sobre nossos cabelos,
Enquanto abraçados,
Reviveremos a nossa história.

São tantas coisas, tantas, que vivemos!...
E o que foi bom, ressurgirá
Ao rítimo da dança,
Enquanto as dores, como longas tranças,
Prenderão os nossos passos...

Mas mesmo assim, eu te convido: dança comigo,
E olha de novo, dentro dos meus olhos:
Enxerga neles a mulher que tanto amas,
Cujos segredos desvendaste, um a um...

Ah, se a nossa música tocar,
Haverá luas e estrelas, que juntos contemplamos,
Mais uma vez, no nosso céu a brilhar!
Pois temos tanto a lembrar, tanto a viver,

Tanto a calar...




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CAI






Cai a estrela
Roubada do céu.

Desce num raio
De cores e luzes,
Tão rapidamente...

Deixa no espaço
Um rastro comprido
Que é logo apagado
 Assim que surgido.

E dela, o que fica?
Relâmpago visto,
Relance de encanto,
Mas nem mesmo um pranto
Do rosto da vida...

Amargo destino
De estrela caída!...




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sinto Muito...




Tenho tentado acessar alguns blogs, mas a mensagem "oops" do Google quase sempre aparece. Achava que era por causa de minha conexão de internet, mas já mandei olhar tudo, troquei as senhas e o problema continua. Tentei reclamar - algumas reclamações consegui reportar, e outras, não; mas de qualquer forma, até agora não recebi qualquer assistência do Google.

Até os meus próprios blogs estão uma dificuldade só... saem do ar enquanto estou tentando postar, ou não consigo salvar... às vezes eu salvo, e quando vou ver, aparecem mais de vinte cópias do mesmo texto nos rascunhos. Enfim: quase impossível ficar por aqui. Na minha lista de leitura, não recebo postagens de todos os blogs que sigo - só de alguns poucos.

 Também não consigo acessar minhas fotos, algumas vezes. Não sei como resolver estes problemas, e vou esperar para ver se melhoram sozinhos Enquanto isso, é isso mesmo...

Abraços a todos, e quando der, eu vou aí.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Quando





QUANDO

...E quando se cansa, 
Sonha com a noite,
Mergulha as cores em crepúsculos
Debruados de negro,
Dedilha as cordas das estrelas,
Toca uma sinfonia noturna 
De olhos fechados.

Quando tudo brilha muito,
Luz forte e cegante,
Sonha com lugares obscuros
Sombrios e silenciosos
Que só existem nos pesadelos.

Tateia no escuro
Pelas beiradas dos muros,
Sentindo nas palmas as asperezas
Do cimento dos rostos.

Quando tudo torna-se muito,
Demasiadamente soturno,
Só resta o velho mergulho
No escuro,
Lá, onde ninguém verá
Seus olhos inexpressivos
Vazios
De tanto e tanto chorar.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DILEMA



Às vezes, o amor vai morrendo,
De fome, cansaço ou descrença,
De tanto pensar, já nem pensa,
Nem sonha, de tanto sonhar.

Às vezes, sozinho, ele senta
Esquece, e se põe a lembrar;
Inventa justificativas
Motivos que o façam ficar.

E um dia, já não há mais nada,
Nem lágrimas para chorar,
Pois mesmo um amor verdadeiro
Desiste de só perdoar...

E fica somente uma dor
Por tudo que foi desperdício...
À beira da porta, ele hesita,
Sem saber se é amor ou vício.





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Quando Chovia





Quando chovia,
Ela recolhia o carmim das pétalas,
Fechava-se toda, e recebia
As gotas frias e pesadas, sem refregas...

Amava as nuvens escuras e as águas,
Abençoava o vento que soprava,
E assim, recolhida, ela pensava,
E pensava...

Seu caule longo se cobria
Da maciez aveludada dos musgos,
E ela claramente se via
Nas poças d'água que a cercavam.

Quando chovia, ela nutria
Seu coração seco de mágoas,
E ele se abria,
Recebia as águas
E amolecendo, aprendia...

E quando o sol voltava,
Ah, ela se abria numa entrega
À luz, às cores, à vida, ao dia,
Depois, cobria-se das estrelas
Que à noite, eram deixadas
Aos seus pés
De flor re-desabrochada. 



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"ROLEZINHO"





Ainda abismada com as opiniões expressadas por uma certa senhora ontem no Fantástico, onde afirmava que os rolezinhos são movimentos culturais, pude assistir aos vídeos apresentados no mesmo programa e tirar minhas próprias conclusões:

Os direitos de uma pessoa terminam quando começam os direitos de outras! Shopping center não é pista de dança ou clube para eventos sociais. Não é local para que se promovam bailes funk ou encontros marcados pela internet. Um shopping center é um local onde as pessoas fazem compras, comem, passeiam com suas famílias - crianças, inclusive - e tem o direito de serem protegidas,quando, de repente, enquanto desfrutam do seu lazer, se encontrarem no meio de uma porção de pessoas correndo, gritando e empurrando. 

Se você fosse um policial em um momento destes, responsável pela segurança dos demais e a sua própria, como reagiria ao ver-se em um espaço fechado invadido por centenas de pessoas alucinadas, correndo, empurrando e gritando?

Não sou contra os rolezinhos, mas não concordo que outras pessoas tenham que ser expostas a perigos para satisfazer os praticantes deste 'movimento cultural.' Para encontros deste tipo, existem os clubes. E as pessoas que clamam por seus direitos, dizendo estar sofrendo preconceito, não se conscientizam para o fato de que no meio dos bem-intencionados que visam apenas divertir-se, existem os que ali estão para causar tumultos, ferir e roubar os outros.

Fiquei chocada com a atitude dos pais apresentados no programa de ontem, que estimulam a vaidade excessiva dos filhos e se endividam para comprar-lhes objetos e roupas caras para que eles as exibam em fotografias em sites na internet. Isto é educação? Será que a atitude "darei ao meu filho o que eu não tive" significa prepará-lo para a vida? Mais absurda é a atitude dos 'fãs' destes meninos, que praticam a idolatria de pessoas que não tem nada de útil  a oferecer. Que tipo de pessoas habitarão o mundo daqui a dez anos?

Os pais destas crianças deveriam estar preocupados em proporcionar-lhes uma educação de qualidade, e comprar-lhes livros ao invés daquele absurdo que foi mostrado ontem no Fantástico. Temo que, no futuro, a humanidade será composta de seres vazios de valores reais, extremamente focados na superficialidade, pessoas sem objetivos de vida e quase totalmente aculturadas.





sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

CULPAS A NÓS ATRIBUÍDAS




Às vezes, a vida tece seus próprios caminhos


Tudo o que nos acontece é culpa nossa? Atraímos todas as desgraças que sempre tomam lugar, cedo ou tarde, em nossas vidas? Alguns religiosos afirmam veementemente que sim; mas pensemos:

Alguém está caminhando calmamente em uma rua movimentada em um dia de tempestade; de repente, é atingido por um raio. Aquela pessoa atraiu ou desejou aquele evento? Ou então alguém de nossa família é diagnosticado com alguma doença grave; a culpa é dele? Ou a culpa é nossa, porque sofreremos junto com ele? Acho que uma das coisas mais cruéis que se pode dizer a alguém acometido de uma doença grave ou terminal, é "Você está passando por isso tudo porque precisa pagar seus 'pecados.' Você atraiu esta doença!"  Ah, como é fácil assistir de longe à desgraça alheia e sentindo-se imune a ela, achar-se no direito de apontar motivos e destilar absurdas certezas sobre o sofrimento alheio!

Acredito que algumas coisas, atraímos, através de nossas escolhas conscientes, pensamentos ou atitudes; outras, ficam a encargo de nossas convivências (na vida, precisamos conviver com vários tipos de pessoas, cada qual envolvida em seu próprio contexto de vida e em seus próprios problemas, e quando acontece em suas casas algum incêndio, corremos o risco de ficarmos chamuscados; principalmente quando as amamos). E ainda há as coisas que são propositalmente jogadas contra nós, e quando estamos enfraquecidos ou  desprevenidos, elas acabam nos afetando profundamente. Eu acredito muito em energias dirigidas até nós pela força do pensamento de pessoas que por algum motivo, não nos apreciam. É preciso saber defender-se delas, pois algumas destas energias, creio, podem causar até a morte. Aos que duvidam, há muita literatura disponível a esse respeito; estarão todos os seus autores, pertencentes a diferentes grupos sociais e religiosos, vivendo em países de culturas totalmente diversificadas, e tendo vivido em épocas antigas e modernas, errados?

Assim, sempre escolho o caminho do meio, e evito afirmar, ao ver pessoas sofrendo, que "elas com certeza mereceram." Do que eu sei, afinal? Estamos todos aqui neste mundo, e a maioria de nós sabe um pouco mais ou um pouco menos sobre as mesmas coisas;  se fôssemos uns muito mais evoluidos e inteligentes do que outros, provavelmente viveríamos em mundos diferentes.

Qualquer um de nós pode ser acometido de uma doença grave a qualquer momento, assim como qualquer um de nós que aposta na Megasena, pode acabar sendo contemplado com uma grande quantia em dinheiro; ou um parente nosso que tenha ganho o prêmio pode decidir doar-nos um pouco de dinheiro... -até que seria bom! O tempo todo, afetamos e somos afetados por tudo e por todos que nos rodeiam. Ninguém está imune a nada, seja bom ou seja ruim. 

A nada!




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Caldeirão







Caldeirão


A bruxa pega ingredientes toscos
-Asas de morcego, veneno, pele de cobra,
Leite de mãe sem colostro-
Mistura azul de metileno
E cria outra poção,
Com gostas de sangue do coração
Espargidas com os dedos
Durante a libação.

Do mal, nasce o bem,
Das folhas de urtiga
Uma margarida.

E nas sombras, coçam-se as almas
Que perderam a razão
E assassinaram a calma.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

MOMENTO RELAX




Momento Relax

O jardineiro acaba de sair, deixando no ar aquele cheiro maravilhoso de grama cortada e terra revolvida. O dia foi lindo; o céu totalmente azul, e apesar do calor e do sol brilhante, uma brisa refrescante soprava.

Final de tarde; passarinhos indo dormir. Na mata em frente à casa, as cigarras se despendem de mais um dia de calor e sol, elevando seu canto cada vez mais alto, numa interação fremente que a muitos perturba, mas a mim, agrada completamente. Pouco a pouco, o canto vai silenciando, até que reste apenas uma cigarra, cuja voz vai fraquejando aos poucos, até silenciar por completo. Daí, começam os grilos, timidamente, com seus cri-cris estrelados sob as moitas.

Surge uma pequena estrela, e mais outra, e mais outra... de repente, o céu, que ainda guarda um tom avermelhado junto ao horizonte, torna-se um alegre forro azul-marinho com pequenas luzes pisca-pisca. 

Olho os canteiros, e percebo no rosto das flores um certo cansaço. Pego a mangueira, e regulando-lhe a ponta para que ela produza um chuveirinho, vou regando os canteiros. Passam algumas corujas, vaga-lumes, morcegos. Criaturinhas que preferem a noite.

O cheiro de terra molhada se eleva, misturando-se ao perfume dos incensos que queimam em minha varanda. Penso em minha mãe, e em seu velho cliché: "Quando molhamos as plantas, elas agradecem! Olha só para a flor, como parece estar mais 'durinha' e viçosa!"

E as flores, durinhas e viçosas, murmuram um agradecimento que chega aos meus ouvidos através de uma brisa.




PS: Não tenho visitado outros blogs porque minha conexão está pior do que péssima. Levei quase a manhã toda para conseguir fazer este post. Mas eu volto. Obrigada.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

TU ME SONHAS





Tu me sonhas, e eu te surjo
Das espumas de um mar turvo
Eu venho nos braços das ondas
Nos cabelos de Netuno.

Tu me sonhas, e eu te chego
Num arremedo de riso
Desmanchada numa concha
Que tu levas aos ouvidos.

Tu me sonhas, e eu te venho
Das profundezas do mar
No cenho da tua memória...
Histórias que queres lembrar.

Tu me sonhas, e eu te esqueço
Amanheço em tua fronha
Sou aquela que tu sonhas
Renegando, ao despertar.




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

TEMPESTADE AZUL-LILÁS




Desbotam as cores do dia;
Uma estrela ainda brilha,
Antes que o céu feche as portas
Escondendo seus mistérios.

Por trás da nuvem mais negra,
O pesadelo azul-lilás
Reparte-se em feixes de raios
Que enfeitam a tempestade.

Ah, noite tão erma e tão fria!...
Perco o rumo nessa trilha
Sob os raios e os trovões!

Não abrem-se as portas do céu;
Derramam-se nuvens pesadas
Qual lágrimas tristes dos deuses
Que perderam a eternidade
E hoje choram pelo Olimpo
Para onde jamais voltarão...

Ficam comigo somente
A tempestade azul-lilás
E a esperança de que se abram
As portas do céu, novamente,
Devolvendo-me as estrelas
Que eu sei – ainda brilham...










segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Para Abrir Teu Coração





Tal qual um passarinho
Que não deixa de cantar,
Virei à tua janela
Todas as manhãs, bem cedo,
Até que tu me escutes,
Até o teu despertar.

Pousarei no galho do cedro
Bem próximo ao peitoril;
Te trarei, em minhas asas,
Todas as cores de abril
Como o poeta na canção,
Até que teu coração se abra.

Trarei as gotas de chuva
Penduradas em meu bico,
Pra matar a tua sede
Só porque eu não te esqueço,
Só porque és meu amigo.

E mesmo que não despertes,
E mesmo que tu não ouças,
Voltarei a cada manhã
Faça chuva ou faça sol,
Cantarei o dia todo,
Em ré, mi, fa, la, si e sol...

Ah, dó!...




sábado, 4 de janeiro de 2014

Ter Razão ou Ser Feliz?





Acho que hoje em dia muitos tem se perguntado: o que é mais importante: ter razão ou ser feliz? E a resposta, mais do que imediata e muitas vezes irrefletida, é: "Ser feliz é mais importante do que ter razão!" Mas quem sabendo da verdade sobre algo, sabendo-se certo a respeito de uma questão,  mesmo assim, vai contra seus princípios e concorda em aceitar uma mentira que deturpa suas convicções, poderá ser feliz de verdade?

Quanto tempo alguém poderá ser feliz agindo apenas para agradar a maioria, ignorando aquilo que sente e pensa?

Estar rodeado de pessoas: isto é felicidade! Não importa o quanto tenhamos que nos retorcer, encurvar e amarelar nossos sorrisos para que esta condição permaneça. Gente feliz está sempre em lugares maravilhosos, usando roupas da moda e sendo fotografado e publicado em todas as redes sociais!

Ah, como eu lamento pelas pessoas que pensam e agem assim!... A felicidade é um estado de espírito, e quem consegue vê-la dentro de si mesmo, será feliz sozinho ou acompanhado. Existem tantas coisas belas na vida e na natureza, coisas que tantas vezes ignoramos porque estamos preocupados demais em mostrar a todos o quanto somos felizes!... Eu penso assim: quem não consegue sentir-se feliz na própria companhia, não o será na companhia de ninguém; nem mesmo quando estiver com pessoas sensacionais.

E mais importante: ninguém é completamente feliz em todos os aspectos da vida e o tempo todo. Sempre faltará alguma coisa. É condição da vida. Haverá perdas, mudanças, rompimentos.  E as pessoas realmente felizes sabem que, quando a tristeza chega (e ela chega para todos), ela não vem para ficar; basta que não nos agarremos a ela, e ela passará, deixando em seu lugar um aprendizado. Quem pensa que ao atingir certos objetivos na vida se tornará automática e totalmente feliz, jamais o será de verdade. 

Minha conclusão, é que entre ter razão e ser feliz, escolho o caminho do meio. Pois acredito que quando tenho razão, não posso mutilar minha vontade e meu pensamento apenas para ir com a maioria. Creio em um tipo de felicidade que é muito mais que a euforia e o barulho, e que pode ser encontrada em qualquer lugar, não apenas nas multidões.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Reflexão





Não tenho mais faces a oferecer. A única que sobrou-me inteira, é a que levarei para o resto da minha vida, e não desejo vê-la ferida pelas mesmas pessoas novamente.

 Às vezes, o silêncio contém todas as coisas das quais precisamos saber. Lançamos um argumento, e quando recebemos de volta o silêncio, é porque já sabemos a resposta: estamos certos! Aquilo que mais temíamos é a verdade. Não há mais lugar para dúvidas ou achismos.

Jamais imponho minha presença aonde não sou desejada, e jamais traio aqueles que um dia me estenderam a mão. Talvez estas sejam algumas das pouquíssimas virtudes que aprendi a cultivar e que carrego comigo. Sei que às vezes sou uma pessoa difícil - daquelas que não gosta de levar desaforos para casa e não baixa a cabeça com medo das guilhotinas embutidas nas línguas alheias. Prefiro tê-la decepada a curvar-me por medo de solidão ou por pura convenção. Mas mesmo sendo uma pessoa  difícil, sei que trago limpa a minha consciência, e esta certeza faz com que meu sono seja tranquilo.

Não tenho medo da solidão, e nem trocaria minha paz de espírito para estar na companhia de pessoas que nunca aprenderam a apreciar minhas qualidades. Demorou, mas aprendi, e sinto, cada vez mais, que esta é parte da minha missão nesta vida: seguir em frente, apreciar a minha própria companhia e procurar pela companhia apenas de pessoas que me respeitem e gostem de mim.

Se, a partir de hoje, eu tiver que tomar partido de alguém ou defender alguma causa, tomarei partido de mim mesma, e a causa defendida, será a minha. Jamais tentarei propor reconciliações entre pessoas cujo objetivo parece ser apenas o de demonizar os outros, causar rupturas e formar grupinhos, os 'do lado de cá' contra os 'do lado de lá.' Essa brincadeira cansa, desgasta, não leva a nada e é um desperdício de vida. Meu ouvido jamais voltará a ser o receptáculo de maledicências e vitimizações. E, no fim das contas, todo mundo fica "bem". Menos a gente.

A vida é curta por aqui, e mesmo que seja eterna e dure para sempre, não é uma desculpa para desperdiçá-la.

Muito tempo desperdiça-se com ingratidões de todos os tipos. Algumas pessoas, mesmo que alguém tire as próprias calças a fim de ajudá-las, no fim, não demonstrarão sequer um pingo de gratidão ou solidariedade. Na primeira oportunidade, jogarão no lixo o que receberam. E ainda reclamarão que a ajuda foi pouca. Porque não são felizes. Não sabem ser felizes. Ao serem ajudadas, sentem-se diminuídas. Como esperar despertar em pessoas assim coisas como união, amizade e solidariedade? E como decepcionar-se com elas, se é exatamente desta maneira que elas sempre agem?

Apenas uma reflexão de ano novo.



DESÍGNIOS






Sobre cada portão, um signo,
A fatalidade é um desígnio,
Arranca sementes da flor, prematuras.

Às vezes, folhas verdes tombam,
Da árvore da vida, os escombros
Secam no chão que os acolhe.

Mas todas as flores e folhas
São feitas dos mesmos goles
Dos sumos das mesmas seivas.

E às vezes, a vida colhe
As flores que enfeitam seus vasos
Bem antes que elas desfolhem.





MINHA MISSÃO É ESTAR AQUI

Estava lendo  uma entrevista da psicóloga e personal coach americana Laura Ciel, no qual ela fala sobre aquele momento (momen...