quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Tempo Venceu o Tempo




O tempo venceu o tempo,
Lá, onde habita o silêncio,
O segredo do não ser
E toda a verdade do ser.
Descansar eternamente,
De um cansaço inexistente,
Pois que o tempo venceu o tempo,
A mente venceu a mente.

E hoje, corres nos campos
Nos caminhos que temias,
E vês que a tua alegria
É real nesses recantos
Onde o tempo vence o tempo,
Eternizando um momento
Que durou toda uma vida,
Mas vida que nunca finda.

Firma o pé no firmamento,
Guarda esse eterno momento,
Fecha os olhos, pega o vento,
Onde o tempo vence o tempo!

Pisa firme, ri bem alto,
Ri da gente, que só chora,
E quem sabe, nos vejamos,
Entre o sempre e o agora?...




MINIMALISTAS






Trança

A trança dos cabelos
Da bela jovem
Desciam pelos seus ombros,
Pesava-lhe o futuro.




Um cão

Um cão cheirava o ar,
Como a entrever presságios
O pelo arrepiava,
Um uivo se preparava...



Sonhos

Matéria esgarçada,
Tão frágil, tão pó,
A dos meus sonhos!...




Confidências

Contei-lhe um segredo,
Soprei-o até seus ouvidos...
Mas o vento, que me ouvia escondido,
Espalhou-o.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

As Eternidades dos Sonhos I & II






Mais uma interação com Henrique Pitt



As eternidades dos sonhos I
Henrique Pitt


Nós envelhecemos os sonhos

(com o passar dos anos)
(acordados)
(acorrentados)
(em sequencia desencadeados)
(sonolentos)

não (?)





As eternidades dos sonhos II
Ana Bailune


Sonhos jamais despertados,
Apenas sonhados,
Sonhos apertados
Num coração envelhecido
E cansado
Vãos...(?)


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Flor e a Guerra



No meio de uma grande guerra,
Havia uma flor murchando.
Em volta, mortes, desterro,
Medo, fogo, gritos, urros.

E lá, bem junto do muro, 
Uma criança sozinha
Olhava a flor que murchava,
E dela se apiedava.

Esqueceu-se de seu medo,
Conseguiu uma vasilha,
Encheu-a de água com sangue,
Levou à flor moribunda...

No meio de toda a guerra,
Sentiu a necessidade
De salvar aquela vida,
E seguiu sua verdade...

Mas veio um duro coturno,
Aproximou-se da flor
E sem nem sequer olhá-la,
Pisoteou-a e se foi...

A criança, num suspiro
De dó, desânimo e dor,
Pegou no chão sua vasilha,
Foi procurar outra flor...



sábado, 26 de outubro de 2013

O TEMPORAL












O Temporal


O temporal levou tudo:

Casas, carros, corpos, mundos...

O temporal só deixou

O que era atemporal.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013








É lá que eu te encontro,
Criança de novo,
Joelhos ralados,
O sol no meu rosto,
As mãos meio-sujas,
Bonecas, balanços,
A vida tão fácil,
Sem dor ou desgosto...


É lá que eu te encontro,
Te falo, te ouço,
Recordo momentos
Que há muito se foram,
Mas ficam gravados
Em cada parede,
E o corpo balança
Sem ventos, sem redes...


É lá que eu te encontro,
Caminhos cruzados
Pouco percorridos,
Quase abandonados,
E cada vez mais
Demoras, se chamo
Teu nome de novo...
É a força dos anos!...






quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A Superioridade da Nossa Raça




Ainda movida pelos ecos do que aconteceu no Instituto Royal (e que anda acontecendo em muitos lugares por aí sem que a gente saiba), fico me perguntando o motivo de se usarem animais em experiências laboratoriais. O ser humano sempre teve certeza absoluta da superioridade de nossa 'raça' sobre as outras, e sente-se no direito de usar as outras espécies como se elas não sentissem dor, medo, solidão, tristeza, abandono.





Eu sou radicalmente contra as experiências com animais. Se os produtos neles testados são para uso dos humanos, então deveriam ser testados em humanos! Há tantos serial killers e estupradores nas prisões que poderiam muito bem servir para este propósito, já que não serviram para mais nada!




Olhar para um animal e considerá-lo apenas uma 'coisa', na minha opinião, deixa bem claro qual é o nível de evolução espiritual do observador. Os animais merecem mais respeito!




Não acredito que existam métodos humanitários para se fazer estes testes, já que eles fazem com que as cobaias sintam medo, dor, desconforto, fiquem aprisionadas durante todas as suas vidas em cubículos fétidos, sem carinho, sem ver a luz do sol, sem conhecerem a liberdade. Não existe, algo como 'supremacia racial!' Será que um dia as pessoas perceberão isso?




Sou radicalmente contra pássaros em gaiolas, cães acorrentados, animais silvestres sendo utilizados como pets, animais vestidos como seres humanos, que tem seus pelos coloridos de rosa e azul, pois não tem escolha, temporadas de caça, zoológicos, safaris, touradas, circos, animais puxando carroças ou transportando pessoas, enfim, sou contra toda atividade que cause dor, estresse e sofrimento aos animais!


O Jardineiro Sonhador & Outras Crônicas




Já está disponível na amazon.com.br o meu livro de crônicas, "O Jardineiro Sonhador & Outras Crônicas."

São crônicas publicadas em blogs - algumas, há muito tempo retiradas, outras que ainda constam e também crônicas inéditas. Cada uma delas foi escolhida com muito carinho e esmero para fazer parte desta coletânea.

Se você deseja adquirir um, basta acessar o link da Amazon acima, e chegando lá, digitar o título do livro na busca ou então meu nome - Ana Bailune. Tenho certeza que você vai gostar, pois cada história daquelas crônicas foram escritas em momentos muito especiais.

Boa leitura! Obrigada!







quarta-feira, 23 de outubro de 2013

OUTONO





OUTONO

Dos goles que tomo
Da vida
Os melhores
E mais longos
São no outono.

Ah, semi-sono burlesco,
Entre folhas ressecadas
E brotos por nascer!
Tanto a se dizer,
Nada a se antever,
Nem verão!...

O outono
É o sono da vida,
Sono leve, desejado
Depois de um verão cansado...


terça-feira, 22 de outubro de 2013

O TEMPO - I & II






Uma interação com Henrique Pitt, do Recanto das Letras



O próprio tempo - I - Henrique Pitt


Eis

que as águas seguem

passando, em meândricos

movimentos, de novos rios

e “a gente”, correm;

e as montanhas descem

lentamente, abaixam-se

solenemente, curvando-se

e “a gente” se afirmam;

Eis

que as pedras rolam

em seixos, à gravidade

em seios, à intempérie

e “a gente” se fixam;


e as areias passam

nas ampulhetas, levadas

pelas águas, lavadas

pelo tempo, calmas

e “a gente” não.

....................................................................

O próprio tempo - II - Ana Bailune

A gente não passa, como as areias,
Mas fica retida nas teias
Que o tempo teceu no caminho.

A gente não rola, como as pedras,
Mas fica no leito de um rio
De águas bem congeladas.

A gente não passa; só fica,
Tatuada feito estátua
Na pele de outras memórias...

Talvez a gente se lembre,
Talvez reste mais que a gente
Quando acabar a história.


Relâmpagos






Despertei com os relâmpagos;
O tremor do chão da casa
Por onde corriam as memórias.

E elas erguiam-se, esguias,
Iluminadas pelos raios,
Fantasmas criando vidas
Sombras dançantes nas paredes do quarto...

Caíam em gotas pesadas
Contra o vidro da janela, como a convidar:
"Lembre-se de nós!..."

De olhos entreabertos,
Eu as via passar, tal qual 
Rodopiante melodia sem pauta
Nascida na cítara fria
Como canção sussurrada
Do que eu não posso esquecer.




domingo, 20 de outubro de 2013

LUA





Neblina com ares de cristal,
Translucidamente brilha
A lua,
Entre os galhos do pinheiro.

Pingam gotas de umidade
De cada partícula,
E nelas,
A lua repartida.

Magicamente,
Perfumes de cedro se espalham,
Suavemente...
Juntam-se às Damas da Noite,
Refrescam o hálito Divino...

Cessou a chuva,
E a lua veio,
Para mostrar que ainda brilha,
Para mostrar que ainda vive.





sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Liberdade para os Beagles! - Um Grande Começo





Admiro pessoas como Luisa Mel e estes ativistas!







Só Quero...





Só quero levar o último raio de sol daquele dia,
E se existir, a última gota de chuva,
Deixo por aqui todo e qualquer peso,
Deixo todo o meu medo
E a minha loucura...

Talvez seja melhor não levar nem mesmo as lembranças
Daquilo que foi bom,
Mas ser alma intacta, alma pura,
Alma zerada e sem equação.

Só quero levar aquele último raio de sol,
Aquele, 
Que com certeza, eu não verei brilhar,
Pois um teto de cimento estará sobre mim,

Mas sei que o raio de sol existirá,
Pois ele vai brotar da luz no fim do túnel
Que, segundo os místicos,
Eu verei no fim.





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tarde







Chove.

A tarde chegou mais cedo
Porque o céu está escuro.

Chove.

Lágrimas de São Pedro
Quando olha para o mundo.

Chove.

Aqui dentro, esse degredo,
Essa dor, imenso medo...

Chove.

Cai a chuva, lava a alma,
E a lama se derrete.

Chove.

Leva as dores, leva tudo,
E o poema se escreve.

Chove.









quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Liberdade





Te quis livre, sempre...
Doeu, quando voaste,
Doeu, mas foi tão bonito!...

Tua próprias asas,
As tuas plumas soltando-se
E caindo aos meus pés...

O horizonte te acolheu,
Os raios de sol
Te fizeram transcendente...

Nas mãos, a gaiola vazia,
Única lembrança concreta
Da alma que a habitou.




Minha Primeira Professora






Um dia, enquanto eu brincava com as outras crianças, ela olhou para mim e pensou: "Já está na hora de alfabetizá-la!"

Minha primeira professora comprava-me cartilhas; pegava na minha mão e me ajudava a percorrer o caminho pontilhado das letras. O lápis ia deslizando macio sobre o papel, e eu assistia à magia das letras sendo desenhadas na folha. Depois, ela dizia: "Agora é você sozinha." E eu ia, devagarinho, às vezes sendo ajudada novamente por ela quando me perdia nas sinuosidades do caminho. Para mim, foi muito difícil desenhar o 'S' maiúsculo: eu sempre fazia a curva para o outro lado, na contramão!

Minha primeira professora trazia livrinhos de história coloridos, e ia me ensinando: "Está vendo? bo-ne-ca. Leia você esta palavra!" E eu ia juntando as sílabas, tentando me lembrar dos sons das letras quando elas apareciam juntas. 

Um dia, ela me ensinou os números. Eles não faziam muito sentido dentro de minha cabeça, e confesso que jamais fizeram. Sempre fui péssima em matemática! Ela colocava sobre a mesa uma porção de grãos coloridos de feijão - aqueles, que a gente geralmente cata no meio dos feijões pretos e joga fora - e ia dizendo: "Olha! Eu enho um feijão, e coloco mais três. Quantos ficam?" E eu, choramingando e pensando no quintal me esperando lá fora, ia pacientemente contando os caroços...

Minha primeira professora ligava a TV no canal 2, a TVE (Televisão Educativa) no programa da Bibi Ferreira. Às vezes, ela assistia junto comigo, e eu ia aprendendo cada vez mais coisas. Certa vez, ela me comprou uma coleção de revistas chamadas Nosso Amiguinho, que tinha uma porção de coisas legais sobre história, ciências e curiosidades gerais. Eu lia, relia e aprendia.

Minha primeira professora sentava-me à mesa da cozinha antes do jantar, e me falava sobre as coisas da vida. Contava-me sobre suas memórias, seus tempos de colégio, sua infância, seus amigos e a época em que tivera cada um de seus filhos. Eu ficava olhando para ela, o vapor das panelas saindo pela janela e indo pousar no alto do coqueiro da vizinha, que balançava suavemente suas folhas ao crepúsculo da tarde ao canto dos sabiás que iam dormir.

Minha professora sentava-se comigo depois das aulas, olhava meus cadernos e me mandava fazer o dever de casa. Nada de televisão antes de ter estudado o questionário para a prova, que ela fazia questão de 'tomar!' E se eu não soubesse responder a todas as perguntas, ela dizia: "Estude mais dez minutos!" E sentindo um calor subindo pelo meu corpo (a impaciência), eu obedecia...

Minha primeira professora me trazia cadernos para colorir, e me ensinava a pintar dentro das linhas. Desta lição eu também nuna mais me esqueci, e até hoje, procuro pintar dentro das linhas da minha vida, embora às vezes as cores escapem para fora delas. Daí, surgem alguns poemas. Ela me comprava tinta guache e aquarela, cadernos de desenho cujas folhas de desenhar eram entremeadas por folhas de seda, e ela me ensinava como colocar os desenhos que eu gostava sob a folha de seda e copiá-los, passando o lápis sobre as linhas que apareciam. E quando eu terminava, ela dizia: "Agora você pinta da cor que quiser!"

E eu aprendi que é assim também na vida; a gente copia as coisas que a gente gosta, mas pintamos da cor que quisermos. Assim, imprimimos nossa personalidade nelas.

Minha primeira professora às vezes perdia a paciência comigo, nos dias em que eu não estava com vontade de estudar, ou quando eu mentia, dizendo que tinha feito o dever de casa, e ia ver Vila Césamo na TV. Ela abria minha maleta da escola, e procurava; se achasse alguma lição sem resposta, desligava a TV, me dava umas palmadas e me sentava à mesa da cozinha para terminar tudo. E eu o fazia, choramingando e sentindo o calor da mão dela latejando nas minhas nádegas. Mas hoje eu sei que ela estava apenas tentando educar-me, e penso que talvez seja isso, exatamente isso que falte às crianças de hoje: disciplina! Aprendi com minha primeira professora a cumprir minhas obrigações.

Minha primeira professora ensinou-me outras coisas também: cozinhar, lavar e passar roupas, varrer, tirar o pó, limpar sempre debaixo dos móveis, lavar bem a louça até que não sinta mais gordura nas pontas dos dedos, respeitar os mais velhos, não falar com estranhos, olhar para os dois lados ao atravessar a rua, fazer troco, contar dinheiro, ver as horas, amarrar os sapatos, pentear os cabelos, tomar banho direito, não dizer palavrões (mas isto eu nunca aprendi muito bem), dizer a verdade, não desejar as coisas dos outros, rezar o pai Nosso e a Ave Maria, amar os livros, alimentar os bichos, guardar meus brinquedos depois de brincar com eles, fazer a minha cama ao levantar-me, não por os pés calçados no sofá, não enfiar o dedo no nariz na frente dos outros, lavar as mãos depois de ir ao banheiro, não entregar meu corpo ao primeiro safado que aparecesse e uma porção de outras coisas que agora não consigo me lembrar, mas que fazem parte de tudo no qual me transformei. E seu eu tivesse seguido ao pé da letra tudo o que me ensinou a minha primeira professora, talvez eu hoje fosse uma pessoa bem melhor.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

CUIDADO!





Cuidado com quem te tolhe,
Te amarra,
Te exige,
Te manda,
Te engole!


Cuidado com quem te afasta
De tudo,
Dos outros,
Te afaga,
Te morde,
Te mata!


Ah, o amor não é assim,
Pesado,
Sofrido,
Chorado,
Menor!

O amor é o que te deixa
Alegre,
Mais forte,
Tranquilo,
Melhor!



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Redenção - Resenha

imagem: Google



Redenção - baseado em fatos reais



Baseado na autobiografia de Sam Childers, "Another Man's War."
Com: Gerard Butler, Michelle Monaghan e grande elenco.
Gênero: Ação / drama / policial
Ano: 2011
Direção: Marc Forster
Nacionalidade: Estados Unidos da América


Redenção é a história de Sam Chindlers, um ex-drogado e bandido que virou pastor e abraçou a causa de salvar crianças abandonadas na guerra civil Africana. Convivendo com as dificuldades enfrentadas pelas crianças, cujos pais são mortos por guerrilheiros, e que passam a ser abusadas sexualmente, torturadas e mortas pelos terroristas caso não concordem em entrar para o seu bando, o pastor Sam Childers decide ajudá-las; abrindo mão de suas próprias economias e arrecadando dinheiro com muito esforço, ele consegue construir um orfanato para ajudar as crianças, colocando em risco a sua própria vida quando decide atuar no combate aos terroristas.

Entretanto, a relação com sua família, que continua vivendo nos Estados Unidos enquanto ele muda-se para a o Sudão, acaba sendo deixada para segundo plano, o que causa-lhe muitos conflitos e dúvidas. 

De repente, a sua causa mostra-se mais difícil do que ele pensaria que poderia ser, pois Childers percebe que ela não é encarada com a mesma urgência pelos membros da sua igreja e banqueiros nos Estados Unidos, que mostram-se reticentes em contribuir com o dinheiro que ele necessita. Este fato o torna amargo e ainda mais violento.

Ele precisará recobrar as origens de seu idealismo e a doçura que o moveu até a África, voltando às origens dos sentimentos que o levaram a abraçar uma causa tão difícil. E ele o consegue, através da ajuda de um menino africano.

Para mim, o filme não é apenas mais uma história que mostra cenas violentas. Ele fala de uma causa que ninguém deseja defender, preferindo negar a existência de tais acontecimentos. Melhor continuar dentro de sua igreja, arrecadando fundos através de jantares dançantes e almoços comunitários, empregando o dinheiro nos arredores do próprio quintal, a arriscar a vida defendendo crianças pobres, negras abandonadas e sem esperanças, esquecidas pelo mundo, que vegetam tristemente no coração da África.

É preciso ter uma coragem e um desprendimento que a maioria de nós jamais terá. Pessoas como este pastor vem ao mundo em missão. Pertencem a uma estirpe superior a da raça humana. E é muito difícil para elas compreenderem que a sua causa não tem a menor importância para a maioria das pessoas que deveriam estar verdadeiramente preocupadas com ela. É preciso livrar o coração da amargura que fica após esta constatação. Um ótimo filme.





sábado, 12 de outubro de 2013

MONTANHAS









Montanhas



As montanhas se estendem
Ansiando um infinito
Que não compreendem,
Pois tem sopés presos ao chão
E os pássaros que voam sobre os cumes
Causam uma certa loucura.

Anões, tentamos galgar-lhes as alturas,
Tolos e aflitos,
Tão tolos quanto as montanhas
Que jamais verão o infinito!


Minimalistas







Leve

Só o peso de uma palavra
E aquele momento teria ruído!
Um pequeno julgamento,
Um erguer de sobrancelha,
Um suspiro mais aflito,
E toda a magia teria sumido!

Prendi o fôlego, estanquei
Quando o colibri beijou o vidro!











Formiga

Aplico o veneno no tronco,
E as formigas tombam,
Qual gotas negras e pesadas
Caindo de um céu hediondo!









Passarinho


Passarinho fez seu ninho
Num galho, à minha janela.
Acordo voyeur,
Vislumbro a dança dos bicos
De pequenos pássaros ainda despidos.



MINHA MISSÃO É ESTAR AQUI

Estava lendo  uma entrevista da psicóloga e personal coach americana Laura Ciel, no qual ela fala sobre aquele momento (momen...