quinta-feira, 17 de maio de 2012

Madrugada



A noite foi escura,
Longa e fria,
E os fantasmas  arrastavam
As saias brancas e úmidas
Pelas gotas de neblina...

Branca, branca paisagem,
Translúcida de incerteza
Da bruma que a tudo cobria!...
Os sonhos que eu sonhara
Acordaram melancólicos,
Com saudades de outro mundo...

Ainda, nos meus ouvidos,
Alguns ecos que sumiam,
E nas linhas de minha mão
As marcas de um destino
Que eu nunca saberei
Se foi totalmente cumprido...

Comprida noite,
Onde o sonho vacilou
Entre a insônia e a magia!

Em uma árvore, pousada,
Uma coruja aguardava
O começo de outro dia,
E o nascer de uma outra noite
Quando, outra vez, cantaria!

A madrugada arrastava-se,
Tão fria, tão fria!...


6 comentários:

  1. As vezes a natureza parece distante entre seus personagens. Mas não são, o frio, a floresta os animais, tudo. Sempre estão em perfeita harmonia entre si. Lindíssimo poema, um poema com a natural maestria da maravilhosa escritora que és. Abraço fraterno amiga! Marco Rocca.

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  2. Oi Ana, receber seus convites é como recebê-la em minha casa também. Cada vez que você manda um convite você vem junto, e você será sempre bem-vinda em minha casa! Sempre venho ler-te, mas não consigo postar comentário. Se você puder pode postar este para mim? Seus textos estão lindos como sempre! Um abraço, e tudo de bom pra você.

    Neusi Sardá.

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  3. Postei, Neusi! Desculpe, mas eu não sei o que acontece...

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  4. É senhora Bailune... a idade vai chegando e a insônia também. Outra, pensaste que ninguém te observava?! Lá estava a coruja... quem se assustou com quem? rsrs. Bom dia e parabéns pela poesia, Praga.

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  5. a vida dentro da madrugada, friagem, fantasmas, expectativas do nascer do dia. muito lindo Ana ! bom dia ! olguinha

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  6. Sim, penetrei na noite fria, atravessei a neblina, cruzei com os fantasmas da sua poesia forte... Cumprindo mais que um pedido, um destino, eis-me aqui. Abraços, escritora!!

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