quarta-feira, 9 de maio de 2012

Inocência



O veludo das pétalas
Que mesmo efêmeras,
Se entregam à vida.

O brilho do luar
Que mesmo sendo emprestado,
Jamais se revolta.

A paz de um besouro
Que pousa,
E não se perde em perguntas.

A beleza do  entardecer, 
Que chega sempre antes,
Mas jamais se precipita.

Um cão que late, no meio da noite
Para lembrar-nos
Da continuidade.

Gotas de chuva caídas
De um céu que se abre
E se doa, inteiro!

Dia que amanhece, e traz
Um pouco de esperança
E renovação.

Inocência,
De ser, apenas,
Aquilo que se deve,
Sem cobrar
E sem dever!

Um comentário:

  1. Beleza e leveza nas palavras e nas fotos. Abrçs. Helena

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