sexta-feira, 4 de maio de 2012

BUCÓLICA



Goteja das árvores a poesia
Caindo em gotas sobre o gramado.
Estendendo-se em tapete de verde veludo
Florescendo em pétalas orvalhadas
Evaporando em neblina densa
Que se abre e revela uma montanha.

Silêncio.

Uma joaninha pousa na folha,
Borboletas revoam sobre a paisagem
Abelhas carregam o pólem da vida
Fertilizando a imaginação, que observa.
Passeio entre, acima, sob
Não ouso palavras para este sentir.

Silêncio.

O doce e refrescante ventar repentino
Trazendo notícias de um mundo invisível
Por onde circulam mágicas criaturas
Inacesíveis, das Terras dos Sonhos.
Seus risos ecoam, quase inaudíveis
Nos campos dos meus pensamentos...

Silêncio.

5 comentários:

  1. Lindo poema amiga Ana. Seus versos, não sei, parecem mais diretos... Parabéns!

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  2. Ana, são essas vozes, esse silencio, que realmente valem à pena. Precisamos desse mundo encantado, onde reina a paz e nos faz acalmar o corpo, mente e alma. Lindo querida. Refresca, quando puder vai rir um pouco do meu texto cínico que ninguém entendeu ainda. kakaka. vou ao outro. Tô aqui em cólicas pelo que li, vou denunciar.

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  3. Oi Ana, nossa, viajei em teu poema, tem algo de transcedental nele, e a imagem também perfeita!
    Bom fim de semana pra ti, beijos

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  4. ahhh a natureza poesia sem igual e sem imitação...bjuuu

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  5. ainda estou arrepiada..... maravilhoso !!! uma viagem plena !!!! SILENCIO...! olguinha

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