domingo, 27 de maio de 2012

ANDAR ENTRE AS FLORES




Andar entre as flores
De todas as cores
Todos os matizes
Todos os odores...

Sujar os sapatos 
Na lama do solo
E sentir que vale
A lama na sola.

Andar entre as flores
Requer muita calma
Sensibilidade
Jogo de cintura.

Andar entre as flores
Também quer dizer
Driblar os espinhos,
Picadas de abelhas.

Andar entre as flores
É ver  sutileza
Nela concentrar-se
Diante das dores...

Andar entre as flores
É ver a beleza
Das pétalas caídas
Ao longo do muro.

Eu ando entre as flores,
E aceito os riscos...
O jardim do mundo
Nem sempre é seguro.

6 comentários:

  1. Não é seguro mesmo.
    Mas como vc diz,a gente tem que aceitar o risco né. É assim que a gente vai aprendendo algumas lições. Beijokas.

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  2. Parabéns pelo texto... Entendo que andar entre as flores é um desafio, uma arte e, talvez por evitar isso (por ser difícil), o ser humano esteja andando entre tantos espinhos...

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  3. Andar entre as flores não é para qualquer um, principalmente porque muitos não sabem o quanto é preciso de treinamento e perspicácia.

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  4. Adorável seu poema Ana!
    Aplausos a ti amiga,excelente construção encontro em seus versos.
    Boa semana, beijos,
    Valéria

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  5. Imagine voar sobre flores
    colher seu recôndito
    açúcar
    que ela já recolhe
    profundezas da terra
    e transforma num cristalino
    mel
    ah! este proletário beija-flor
    que adoça meu chá
    minha torrada
    e você poeta
    que anda entre as flores
    e faz este doce poema
    que adoça meu amanhecer

    Luiz Alfredo - poeta

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